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	<title>Marlon Dutra</title>
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	<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 16:46:44 +0000</pubDate>
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		<title>Machu Picchu</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 02:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A correria andou grande nas últimas semanas e não tenho tido tempo para escrever. Mas vamos lá. Quanto mais o tempo passa, mais a gente esquece, e os relatos acabam não ficando tão fiéis.
Na sequência do post anterior, o motorista de táxi chegou no hotel para nos pegar às 5h20 da madrugada. Difícil acordar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A correria andou grande nas últimas semanas e não tenho tido tempo para escrever. Mas vamos lá. Quanto mais o tempo passa, mais a gente esquece, e os relatos acabam não ficando tão fiéis.</em></p>
<p>Na sequência do <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/2008/09/14/cusco-dia-2/" target="_blank">post anterior</a>, o motorista de táxi chegou no hotel para nos pegar às 5h20 da madrugada. Difícil acordar a essa hora com tanto frio. A temperatura nessa hora do dia está normalmente ao redor de zero graus. Nosso trem partindo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ollantaytambo" target="_blank">Ollantaytambo</a> era às 8h00, então tínhamos 3 horas para percorrer o trajeto entre Cusco e Ollantaytambo. Bastante razoável.</p>
<p>Esse mesmo caminho pode ser feito também por via férrea, mas não é recomendável. Como falei antes, Cusco se encontra numa altitude média de 3400 metros. Já Ollantaytambo está situado a 2800 metros, pois está no Vale Sagrado dos Incas. A descida é extremamente íngreme, pois a média de altitude ao redor do vale é de 3800-4500 metros, e o vale é incrivelmente estreito. Literalmente uma fenda no meio da cadeia das imensas montanhas andinas. Em função disso, a viagem de trem é muito demorada, pois o trem precisa andar muito devagar e fazendo curvas com muito mais raio que um carro. Além disso, é quase impossível conseguir passagem de trem nesse trecho na alta temporada, pois são poucas as frequências diárias.</p>
<p>Partimos do hotel algo como 5h35 em direção à <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Urubamba,_Peru" target="_blank">Urubamba</a> (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B018%2739.90%22S+72%C2%B0+6%2754.77%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.310743,-72.115223&amp;spn=0.010482,0.01384&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">-13° 18&#8242; 39.90&#8243;, -72° 6&#8242; 54.77&#8243;</a>), que é a cidadela que dá nome ao famoso Rio Urubamba, que percorre todo o vale. A estrada que vem de Cusco desce o vale chegando em Urubamba, que fica à noroeste de Cusco, 27km em linha reta, embora a distância percorrida seja o dobro disso ou mais, por causa da estrada sinuosa. De Urubamba para Ollantaytambo o caminho é plano, todo a 2800 metros, em um trecho de 20km mais ou menos.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco-ollanta/img_7605.jpg.html"><img title="Salkantay" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/44053-2/img_7605.jpg" alt="Salkantay" width="150" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Salkantay</p></div>
<p>Durante a viagem, ainda antes da descida para o vale, podemos ver a magnificência dos picos andinos, especialmente o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Salcantay" target="_blank">Monte Salkantay</a> (foto ao lado), com sua incrível altitude de 6271 metros, ainda que ele seja apenas o décimo quinto pico mais alto no Peru. Veja <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco-ollanta/" target="_blank">outras fotos desse caminho</a>.</p>
<p>Chegamos em Ollantaytambo (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B015%2747.30%22S+72%C2%B016%2710.49%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.262795,-72.26959&amp;spn=0.010484,0.01384&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">-13° 15&#8242; 47.30&#8243;, -72° 16&#8242; 10.49&#8243;</a>) às 7h00. Ollantaytambo é o último ponto da estrada no vale, pois daí em diante, até Machu Picchu, a colina é muito estreita e não há condições para se construir uma estrada. Há apenas a linha férrea que vai sempre margeando o Rio Urubamba. O mesmo taxista, e também guia turístico, Jonathan, iria nos buscar no próximo dia para fazermos o Vale Sagrado dos Incas. Combinamos com ele certinho o horário e ele se foi de volta a Cusco.</p>
<p>Como tínhamos ainda algum tempo e estávamos com fome, pois saímos do hotel antes do café da manhã, tomamos um <em>desalluno</em> num barzinho próximo à estação de trens. Logo de cara já deu pra perceber que o povo de Ollantaytambo é muito amigável e extremamente receptivo. É de se esperar de fato, pois para qualquer lado que se olhe, é uma quantidade incrível de turistas.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco-ollanta/img_7624.jpg.html"><img class="alignleft" title="Estação de trens Ollantaytambo" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/44090-2/img_7624.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Nosso trem partiu às 7h50 (10 minutos adiantado) em direção à <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Machu_Picchu_pueblo" target="_blank">Machu Picchu Pueblo</a> (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B0+9%2718.53%22S+72%C2%B031%2727.05%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.154815,-72.524185&amp;spn=0.010489,0.01384&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13° 9&#8242;18.53&#8243;S 72°31&#8242;27.05&#8243;W</a>), antes mais conhecida como Aguas Calientes. É fácil perceber o porquê de não haver uma estrada ali. A coisa realmente é muito fechada. Em vários trechos eu perdia a sincronia do GPS, pois o aparelho não conseguia receber o sinal de três satélites pelo menos, uma vez que era difícil ver uma boa porção do céu. A viagem de uns 45km tarda em torno de 1h30min.</p>
<p>Desembarcamos em Machu Picchu Pueblo às 9h15 e saímos caminhando para achar nosso guia, que supostamente estaria nos esperando na estação de trens. Esperamos algum tempo e nada, então resolvi ligar pro camarada. Celular desligado, puta que pariu. Bom, resolvemos achar o hotel e depois tentar contato com o guia por telefone novamente.</p>
<p>Machu Picchu Pueblo é um pequeno povoado situado a 2100 metros de altitude. A cidadela fica no pé de Machu Picchu. Como não há infra-estrutura em Machu Picchu, todo mundo se hospeda, se alimenta, etc, em Machu Picchu Pueblo. Para onde se olha, é só restaurantes, hotéis, pousadas, etc, tudo em função dos milhares de turistas que chegam na cidade todos os dias. Para se ter uma ideia, a média é de 3 a 4 mil visitante todos os dias, de todos os cantos do planeta.</p>
<p>Como são tantos hotéis e tudo com nomes semelhantes (geralmente algum nome Inca), entramos no hotel que julgamos ser o nosso e perdemos um tempão ali pois não achavam a nossa reserva. Claro, estávamos no hotel errado! Quando a Tatiana achou o voucher, a atendente nos deu a má notícia. Enfim, caminhamos mais alguns poucos metros e chegamos no hotel que de fato era o nosso. Como chegamos cedo demais, não havia quarto vago. A diária oficialmente começaria apenas ao meio-dia. A recepcionista pediu logo para o pessoal da limpeza agilizar a entrega de um quarto para que pudéssemos pelo menos largar as nossas tralhas e subir pra Machu Picchu. Em 20 minutos, estávamos no quarto, finalmente.</p>
<p>Respirar a 2100 metros nunca foi tão maravilhoso, comparado com os 3400 metros que estávamos em Cusco. Dava muito gosto de encher o pulmão de ar e sentir um pouco mais de oxigênio entrando em cada tragada.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/machupicchu/img_7680.jpg.html"><img title="Guia de Machu Picchu" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/43140-2/img_7680.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Nosso guia, Johnny</p></div>
<p>Após descansar um pouco, tentamos contato com o guia novamente. Ele nos atendeu e disse que esteve nos esperando na estação quando o trem chegou. Não quis entrar no mérito e perguntei onde podíamos achá-lo. Combinamos de nos encontrar na estação dos ônibus que sobem para Machu Picchu dentro de 15-20 minutos. Assim o fizemos. 10h20 chegamos na estação de ônibus e encontramos o guia, Johnny, figura muito gente fina, que nos guiou por toda a visita à cidade sagrada.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/machupicchu/img_7675.jpg.html"><img title="Vale Sagrado dos Incas" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/44093-2/img_7675.jpg" alt="Vale Sagrado dos Incas" width="150" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Vale Sagrado dos Incas</p></div>
<p>Machu Picchu está situado a 2450 metros de altitude, quase 400 metros acima de Machu Picchu Pueblo. Esse trajeto só pode ser feito por um ônibus especial que parte a cada poucos minutos. A subida é um zigue-zague total, e quanto mais subíamos, mais magnífica ficava a vista do vale sagrado (veja foto ao lado). A única alternativa ao ônibus, que custa US$ 14,00 ida-e-volta (assalto!), é subir a pé, o que leva em torno de 1h30min e um esforço físico enorme, pois é uma subida muito íngreme.</p>
<p>Poucos antes das 11h00 estávamos no portal de entrada. Ali deixamos os pertences que não íamos utilizar, como casacos, etc. Por via das dúvidas, eu subi com um casaco, pois as mudanças de temperatura em altitude são muito bruscas. Como estava um sol animal, deixamos as roupas quentes no maleiro. Na sequência, organizamos o nosso grupo com o mesmo guia, que era em torno de 12 pessoas, todos latinos. Só nós dois éramos brasileiros. Havia colombianos, peruanos e costa-riquenhos também no grupo.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/machupicchu/img_7695.jpg.html"><img class="alignleft" title="Machu Picchu" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/43179-2/img_7695.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a>Passamos o portal de entrada e seguimos pelo trajeto recomendado, que começa por uma vista geral de Machu Picchu a partir de um ponto alto da cidade. Esse foi o momento que mais senti falta da minha lente grande angular 28mm, que esqueci em casa em função da correria. A lente que eu estava usando na foto ao lado era 45mm, o suficiente para não caber a cidade toda no mesmo quadro. Triste! <img src='http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ficamos um tempo parado aí admirando a paisagem. Muitas pessoas me disseram, assim como li muito na Internet, que ao se chegar em Machu Picchu, especialmente nesse ponto onde fiz a foto ao lado, se sente uma energia inexplicável. Talvez seja isso que leve tanta gente a Machu Picchu. O fato é que eu não senti nada disso, o que não me estranhou, claro, pois sou bastante cético. Mesmo não sentindo a tal energia dos deuses, fiquei maravilhado com o que estava vendo. A construção da cidade é majestosa. Logo surge a primeira pergunta: como aqueles doidos construíram isso aqui em cima, carregando essas pedras gigantes? Certamente deviam ter algum propósito muito forte e divino, porque deve ter dado um trabalho e tanto.</p>
<p>Para mim, nada que o homem possa ter construído chega aos pés do que a mãe natureza construiu. Na verdade, eu estava muito mais encantado com a beleza natural daquele monte de montanhas desenhando um cenário estonteante, do que com a cidade em si. Eu sempre fui louco por montanhas e nunca tinha estado tão perto de algo tão impressionante. A altura dos picos é impressionante. Só por isso, a viagem toda já vale a pena. Isso sim é coisa de Deus!</p>
<p>As oportunidades fotográficas em Machu Picchu são incontáveis. Decidi não metralhar muito para não sofrer demais depois tratando tudo. Fui fotografando numa linha mais seleta e apagando algumas coisas na própria câmera, já fazendo uma pré-seleção. O resultado final está na <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/machupicchu/" target="_blank">galeria de fotos de Machu Picchu</a> e me pareceu bem bacana até.</p>
<p>No próximo post, vou falar um pouco mais na cidade e do passeio por ela, e emendo na sequência o Vale Sagrado dos Incas. Já adiantando, esse último foi uma grande e agradável surpresa.</p>
<p>Abraços.</p>
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		<title>Horário de verão tupiniquim, versão técnica</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 02:21:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguindo o meu último post, quero falar um pouco sobre a importância do relógio, especialmente nos dias de hoje, de um mundo interconectado.
Antes de tudo, que horas são?
O meu relógio está marcando aqui 21h25. É essa a hora certa? Se eu ligar para um amigo agora em Seattle, ele vai me dizer 17h25, em Londres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/2008/10/04/horario-de-verao-tupiniquim/" target="_blank">meu último post</a>, quero falar um pouco sobre a importância do relógio, especialmente nos dias de hoje, de um mundo interconectado.</p>
<p><strong>Antes de tudo, que horas são?</strong></p>
<p>O meu relógio está marcando aqui 21h25. É essa a hora certa? Se eu ligar para um amigo agora em Seattle, ele vai me dizer 17h25, em Londres 1h25 da madrugada. Que confusão, eu só quero saber que horas são. Se a resposta foi qualquer hora + 25 minutos, está correta. Tudo depende de onde a resposta está partindo!</p>
<p>Como o mundo inteiro pode se coordenar com essa bagunça de fusos horários, horário de verão cuja regra varia de região pra região, e outras peripécias, como fusos horários de 15 e 30 minutos de separação, etc? Para isso existe o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/UTC" target="_blank">Tempo Universal Coordenado</a>, o UTC, ou GMT (Greenwich Mean Time), ou ainda &#8220;Zulu Time&#8221;. É importante salientar que <strong>a hora UTC nunca varia</strong>. Sempre anda para frente na mesma frequência, perfeitamente alinhada com o sol no meridiano zero.</p>
<p>É em função dessa previsibilidade e uniformidade que é a hora utilizada por muitos sistemas no mundo. Toda a aviação no mundo, inclusive aqui no Brasil, por exemplo, só fala UTC. Grande parte dos sistemas na Internet são baseados em UTC. Grandes empresas com sedes em vários países só operam com referências UTC, e assim por diante&#8230;</p>
<p>Vários países no mundo possuem horário de verão, por várias razões, principalmente para economizar energia. Não vou entrar no mérito da questão. Os países com governos com algum nível de inteligência possuem regras repetitivas definindo o dia que o horário de verão começa e termina. Não é o caso do Brasil, infelizmente, que nunca teve uma regra, e agora que tem uma, é quase enigmática, baseando-se no calendário lunar. Acredite, não estou brincando!</p>
<p>O que muita gente se confunde é que na verdade não existe horário de verão. <strong>O que existe é fuso horário de verão.</strong> Um país, ou uma região, quando entra no horário de verão, na verdade está &#8220;se mudando&#8221; para o fuso horário seguinte. No caso do Brasil, os estados que atendem o horário de verão estão normalmente em UTC-3. No horário de verão, estão em UTC-2. A hora de referência, UTC, é sempre a mesma. Varia apenas o fator de correção em relação ao UTC.</p>
<p>A confusão técnica está em não sabermos quando essa mudança vai acontecer, pois dependia de um canetasso do Presidente.</p>
<p>Considerando que, de acordo com a regra publicada em 2007, parte do Brasil foi para o horário de verão no segundo domingo de outubro e; este ano a regra mudou para o terceiro domingo de outubro, sendo <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6558.htm" target="_blank">publicada no início de setembro</a> apenas, vamos a alguns exemplos de problemas que isso ocasiona:</p>
<h2>Exemplo 1, uma reunião:</h2>
<p>No dia 31 de agosto, eu em Porto Alegre marco uma reunião para o dia 14 de outubro às 11h00 da manhã (hora de Porto Alegre) com minha amiga <a href="http://nanda.softwarelivre.org/" target="_blank">Fernanda</a> que mora em Zurich, portanto 15h00 para ela. Os sistemas de agendamento obviamente vão gravar isso em UTC, para não haver confusão. O sistema consulta o regramento de hora de verão e verifica que no dia 14 de outubro às 11h00 vai ser 13h00 UTC, pois nesse dia Porto Alegre estaria no horário de verão. Reunião marcada. O governo publica a regra dizendo que o horário verão começa dia 19 de outubro. Chega o dia 14 de outubro 11h00 local, 14h00 UTC, 16h00 em Zurich. Ooops, acho que estou uma hora atrasado! Entenderam o drama?</p>
<h2>Exemplo 2, aviação:</h2>
<p><em>Este é um exemplo real que aconteceu comigo:</em></p>
<p>Em agosto em 2006, eu comprei uma passagem da American Airlines para Dallas num voo partindo de São Paulo dia 22 de outubro. Por razões óbvias a aviação opera toda em UTC, e assim são os planos de voo. O plano do voo que eu comprei previa decolagem às 0h30 UTC. Em agosto, os sistemas da American Airlines previam que 22 de outubro seria horário de verão no Brasil, logo aplicaram uma diferença de 2 horas em relação ao UTC, me vendendo um voo que partiria portanto às 22h30 hora local, pois por lei as passagens têm que ser emitidas em hora local, o que faz sentido até. Após eu ter a passagem em mão, o governo no auge de sua estupidez posterga o início do horário de verão para 5 de novembro, pois as ultra-modernas urnas eletrônicas não suportavam isso (claro, com essa bagunça!). Se o plano de voo da American Airlines era para às 0h30 UTC e agora a diferença horária era de 3 horas e não 2, meu voo consequentemente seria às 21h30, correto? A Tam, onde voei de Porto Alegre pra Guarulhos, também registra todos os seus planos de voo em UTC, mas eles usam como referência a hora local, então mantiveram seus voos travados na hora local, ajustando a UTC, o que é razoável para voos domésticos. Resultado, a Tam atrasou todos os seus voos em uma hora em relação ao UTC para manter a hora local e todo mundo perdeu as suas conexões no aeroporto de Guarulhos, causando um prejuízo absurdo para todo o sistema de aviação, que teve que fazer um replanejamento monstruoso de slots e escalas de tripulação e aeronaves para cumprir um canetasso do Presidente.</p>
<p>Como de costume, publiquei o arquivo com a mais nova regra, desta vez mais confusa do que nunca, do nosso horário de verão. Pra simplificar a jogada no Linux, fiz um script que faz a operação toda. Faça o seguinte logado como root:</p>
<pre>wget http://hackers.propus.com.br/~marlon/dst/update_dst.sh
bash update_dst.sh</pre>
<p>O script vai baixar automaticamente outro arquivo, o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/dst/southamerica" target="_blank">southamerica</a>, onde estão as regras que são válidas até 2100, isso se não mudar tudo de novo, é claro.</p>
<p>Para os curiosos, eu fiz um <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/dst/dst-brazil.py">script em Python</a> que calcula o término do horário de verão de acordo com a nova lei para qualquer ano.</p>
<p>Os usuários Windows podem baixar <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/dst/dst2008brazil.reg" target="_blank">este arquivo de registro</a> e executá-lo em seu computador. Ele vale apenas para 2008. Você deve verificar na sua configuração de relógio se o fuso horário está certo para -03:00 Hora de Brasília e se a opção para ajustar automaticamente para o horário de verão está marcada.</p>
<p><strong>ATENÇÃO</strong>: se você quiser mudar para o horário de verão manualmente, <strong>jamais mexa no relógio</strong>. Altere o fuso horário para -02:00 Fernando de Noronha então. Lembre-se que a sua hora UTC nunca pode mudar.</p>
<p>Boa sorte.</p>
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		<title>Horário de verão tupiniquim</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 00:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Todos os anos sempre foi a mesma confusão. O governo brasileiro indo na contra mão de todas as lógicas práticas adotadas por muitos países, a cada ano definiu as datas para o início e fim do polêmico horário de verão semanas antes de seu início, mudando a lógica todos os anos por razões inexplicáveis, causando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os anos sempre foi a mesma confusão. O governo brasileiro indo na contra mão de todas as lógicas práticas adotadas por muitos países, a cada ano definiu as datas para o início e fim do polêmico horário de verão semanas antes de seu início, mudando a lógica todos os anos por razões inexplicáveis, causando prejuízos imensos para a economia nos dias de hoje, onde muita coisa é baseada em relógio e esses precisam estar sincronizados corretamente não apenas com a hora presente, mas também com o calendário futuro.</p>
<p>Numa tentativa desastrada de acabar com a confusão de ter uma regra diferente a cada ano, a Presidência da República publica no último dia 8 de setembro o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6558.htm" target="_blank">Decreto número 6.558</a>. Quando eu li esse texto, simplesmente não pude acreditar. Se alguém tivesse me contado, eu juraria que era piada. A regra se resume assim:</p>
<blockquote><p>&#8220;Art. 1o: Fica instituída a hora de verão, a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente, em parte do território nacional, adiantada em sessenta minutos em relação à hora legal.&#8221;</p></blockquote>
<p>Fantástico, finalmente! O governo estaria de parabéns, não fosse a mais estúpida exceção:</p>
<blockquote><p>&#8220;Parágrafo único. No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento da hora de verão dar-se-á no domingo seguinte.&#8221;</p></blockquote>
<p>Muitos devem estar se perguntando &#8220;qual o problema?&#8221;. À primeira vista, a regra pode parecer simples, mas para quem não sabe, o dia do carnaval é 47 dias antes da páscoa. Como o carnaval é numa terça-feira, o domingo de carnaval acontece 49 dias antes da páscoa. A páscoa, por sua vez, acontece no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de outono (ou primavera no hemisfério norte), ou seja, se baseia no calendário judaico (lunar) e não no calendário gregoriano. A Pessach (páscoa judaica) acontece sempre no dia 14 do mês judaico de Nissan.</p>
<p>Todos os sistemas operacionais modernos e até mesmo milhares de equipamentos embarcados possuem facilidades para se ditar as regras de entrada e saída do horário de verão, para que isso seja feito automaticamente sem intervenção humana a cada ano. A maneira como essa regra é implementada se baseia estritamente no calendário gregoriano, obviamente. Algo como:</p>
<p>Regra clara na Europa:</p>
<ul>
<li>Início: último domingo de março às 1h00 UTC</li>
<li>Fim: último domingo de outubro às 1h00 UTC</li>
</ul>
<p>Regra clara nos EUA e Canadá:</p>
<ul>
<li>Início: segundo domingo de março às 2h00 hora local</li>
<li>Fim: primeiro domingo de novembro às 2h00 hora local</li>
</ul>
<p>Uma sugestão absolutamente lógica para o Brasil:</p>
<ul>
<li>Início: terceiro domingo de outubro às 0h00 hora local</li>
<li>Fim: terceiro domingo de fevereiro às 24h00 hora local</li>
</ul>
<p>Há um artigo interessante na Wikipédia falando sobre o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cálculo_da_Páscoa" target="_blank">cálculo da data da páscoa</a>, que por muito tempo foi praticamente um enigma. Vários algoritmos surgiram para solucionar o problema, mas todos bastante complexos.</p>
<p>Uma das coisas mais importantes para a economia e a produtividade em geral é a simplicidade dos processos. Tudo que é complicado naturalmente custa mais e torna tudo menos produtivo. Vide a burocracia, ou burrocracia, tão conhecida de nós brasileiros.</p>
<p>Me entristece ver coisas assim quando o mundo está cheio de bons exemplos simples.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo.&#8221;</p>
<p>Albert Einstein</p></blockquote>
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		<title>Cusco, dia 2</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 02:38:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Dia 16, nosso segundo dia em Cusco, tínhamos a obrigação de acertar a ida à Machu Picchu. O tal agente de turismo ficou de ligar e não ligou. Liguei para o cara e a mesma enrolação, então decidimos desistir e procurar uma alternativa pela Plaza de Armas mesmo. Basta você pôr seus pés na Plaza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 16, nosso segundo dia em Cusco, tínhamos a obrigação de acertar a ida à Machu Picchu. O tal agente de turismo ficou de ligar e não ligou. Liguei para o cara e a mesma enrolação, então decidimos desistir e procurar uma alternativa pela Plaza de Armas mesmo. Basta você pôr seus pés na Plaza de Armas para uma multidão de agentes de turismo pular sobre você, oferecendo todos os pacotes turísticos possíveis. Pegamos alguns papeizinhos para ver as opções. Na verdade era tudo igual e fizemos a escolha de forma muito racional, pelo uni-duni-te.</p>
<p>Chegamos na agência do Sr. Fabian, velhinho peruano muito gente boa e super atencioso. Explicamos a situação, que tínhamos os dias contados e tal e analisamos as possibilidades. Ele comentou o que já sabíamos, que o mais complicado era ter o ticket de trem. Tendo isso em mãos, o resto seria barbada. A PeruRail só vende tickets sem intermediários, então tomamos um táxi e fomos para a estação ver o que havia. Conseguimos vaga no trem de partiria de <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Ollantaytambo" target="_blank">Ollantaytambo</a> (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B015%2747.30%22S,+72%C2%B016%2710.49%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.263129,-72.265749&amp;spn=0.010484,0.013819&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13°15&#8242;47.30&#8243;S, 72°16&#8242;10.49&#8243;W</a>) no domingo às 8h30, chegando em <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Machu_Picchu_Pueblo" target="_blank">Machu Picchu Pueblo</a> (Aguas Calientes - <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B0+9%2718.53%22S,+72%C2%B031%2727.05%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.154815,-72.524185&amp;spn=0.010489,0.013819&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13° 9&#8242;18.53&#8243;S, 72°31&#8242;27.05&#8243;W</a>) antes do meio-dia. Não havia volta no mesmo dia, então conseguimos vaga no trem que partiria de lá segunda-feira às 5h30 na manhã para Ollantaytambo. No início do nosso planejamento da viagem, consideramos a hipótese de dormir em Machu Picchu Pueblo nesse dia, então Tatiana já tinha uma reserva num hotel lá. <img src='http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> Finalmente resolvemos o principal problema, que era o do trem. Voltamos ao Sr. Fabian com os tickets em mão para acertar o resto dos detalhes.</p>
<p>A grande maioria dos trens para Machu Picchu parte de Ollantaytambo, e não de Cusco. Ollantaytambo está a 2800 metros de altitude e Cusco a 3400 metros. Essa descida é muito lenta de trem, então há poucas frequências por dia. O melhor é ir de carro até Ollantaytambo, que é onde termina a estrada. Daí em diante, não existe outra alternativa que não trem. Como o caminho é mais plano até Machu Picchu Pueblo (2400 metros), há mais frequências diárias nesse trecho.</p>
<p>Montamos o seguinte pacote então com o Sr. Fabian: ida de táxi de Cusco a Ollantaytambo, ticket do ônibus para subir e descer de Machu Picchu, guia turístico em Machu Picchu, volta de táxi na segunda-feira de Ollantaytambo a Cusco fazendo todo o Vale Sagrado dos Incas de forma reversa. O motorista do táxi seria um guia turístico habilitado. O pacotão todo saiu uns US$ 310,00 pra nós dois, já com as taxas de entrada a Machu Picchu, que é US$ 45,00 por cabeça. Facada! O trem ida-e-volta pra nós dois ficou US$ 182,00, super facada também!! Com isso tudo resolvido, ficamos bem mais aliviados. Seria o fim da picada ir ao Peru, ir a Cusco e não ir a Machu Picchu por causa de um detalhe. Mesmo sabendo que vou voltar lá outras vezes, não queria perder esta oportunidade.</p>
<p>Como tínhamos praticamente todo o sábado livre, compramos um city tour de ônibus para conhecer mais a região ao redor de Cusco. Se você for a Cusco, não menospreze um city tour. É super barato, como US$ 15,00, e vale muito a pena. Infelizmente, muita gente acha que o Peru, especialmente a região de Cusco, é só Machu Picchu. Tem muito mais coisas fantásticas pra conhecer. No final dos relatos, eu falo melhor sobre isso e a minha opinião.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/qorikancha/" target="_blank"><img class="alignleft" title="Qorikancha" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/43060-2/img_7454.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a> A primeira parada do tour foi no <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Qorikancha" target="_blank">Qorikancha</a> - Templo do Sol (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B031%2712.69%22S,+71%C2%B058%2732.42%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.519861,-71.975663&amp;spn=0.010473,0.013819&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13°31&#8242;12.69&#8243;S, 71°58&#8242;32.42&#8243;W</a>), que na época Inca foi o templo mais importante da cidade de Cusco. Depois da chegada dos Espanhóis, eles construíram o <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Convento_de_Santo_Domingo_(Cusco)" target="_blank">Convento de Santo Domingo</a> sobre o templo. Legal o lugar, mas nada demais.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/saqsaywaman/" target="_blank"><img class="alignleft" title="Saqsaywaman" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42874-2/img_7501.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a> O destino seguinte foi <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Sacsayhuamán" target="_blank">Saqsaywaman</a> (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B030%2727.84%22S,+71%C2%B059%270.01%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.507406,-71.983345&amp;spn=0.010474,0.013819&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13°30&#8242;27.84&#8243;S, 71°59&#8242;0.01&#8243;W</a>), que foi uma fortaleza cerimonial dos Incas, construída no século XV. O lugar é todo feito tradicionalmente com pedra sobre pedra, sem nenhum tipo de rejunte. É assustador a perfeição do encaixe das pedras, ao ponto de não entrar uma simples agulha entre elas. A técnica de corte e polimento das pedras pelos Incas é impressionante. Clique na foto ao lado o observe bem os encaixes e o tamanho delas, sempre levando em consideração que isso foi feito há mais de 500 anos. Os guindastes foram criados bem depois disso. Há um <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Sacsayhuamán" target="_blank">artigo na Wikipedia</a> bem interessante sobre o lugar.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/qenqo/" target="_blank"><img class="alignleft" title="Qenqo" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42966-2/img_7535.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a> Na sequência, fomos ao <a href="http://www.e-peru-tours.com/hotels-peru-tours/peru-archaeological-sites-qenqo-tambomachay.html" target="_blank">Q&#8217;enqo</a> (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B030%2731.70%22S,+71%C2%B058%2714.30%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.507448,-71.973646&amp;spn=0.010474,0.013819&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13°30&#8242;31.70&#8243;S, 71°58&#8242;14.30&#8243;W</a>), que foi um anfiteatro Inca, também usado para armazenar a Chicha, que é uma famosa bebida fermentada feita de milho, muito boa, muito servida até os dias de hoje.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/tambomachay/" target="_blank"><img class="alignleft" title="Tambomachay" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/43022-4/img_7558.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a> Seguimos então até <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Tambomachay" target="_blank">Tambomachay</a> (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B028%2751.27%22S,+71%C2%B057%2752.71%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.480573,-71.964633&amp;spn=0.010475,0.013819&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13°28&#8242;51.27&#8243;S, 71°57&#8242;52.71&#8243;W</a>), que é um sítio arqueológico que foi destinado ao culto da água, onde os Incas tomavam seus banhos sagrados em fontes de água que descem dos picos nevados. O mais interessante é que as fontes estão funcionando perfeitamente até hoje. O complexo é feito de vários canais de água. Há um certo canal sagrado que se divide em outros dois secundários, os quais jorram precisamente o mesmo fluxo de água. Coloque um copo em cada e eles vão se encher exatamente ao mesmo tempo. Tambomachay foi o ponto mais alto de toda a nossa viagem ao Peru, onde atingimos 3800 metros acima do nível do mar.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/mfdutra/2806997225/" target="_blank"><img class="alignleft" title="Lua cheia" src="http://farm4.static.flickr.com/3161/2806997225_2fe68ea4cd_m.jpg" alt="" width="240" height="160" /></a> Na volta ao centro de Cusco, paramos para ver uma vista bonita logo após o pôr do sol. Eu estava observando as montanhas ao redor, quando milagrosamente, olha quem vinha por trás delas, a Lua Cheia. De arrepiar!! Algumas pessoas não acreditaram no que estavam vendo. Seguramente uma das visões mais lindas que eu já vi na minha vida. São coisas que só a natureza pode proporcionar.</p>
<p>Chegamos no hotel bastante cansados, jantamos e dormimos cedo. 5h30 da manhã de domingo o taxista passaria no hotel para nos apanhar e seguir até Ollantaytambo, assunto do próximo post.</p>
<p>Saludos!</p>
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		<title>Por Cusco</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 04:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Emendando o último post, dia 15 acordamos cedo e fomos para o aeroporto. Nos recomendaram chegar sempre 2 horas antes do voo, mesmo que seja doméstico, porque as filas nos aeroportos peruanos são sempre grandes. Nosso voo era próximo das 8h30, então deixamos o hotel pouco antes das 6h. Perguntamos na recepção do hotel se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Emendando o último post, dia 15 acordamos cedo e fomos para o aeroporto. Nos recomendaram chegar sempre 2 horas antes do voo, mesmo que seja doméstico, porque as filas nos aeroportos peruanos são sempre grandes. Nosso voo era próximo das 8h30, então deixamos o hotel pouco antes das 6h. Perguntamos na recepção do hotel se chamariam um táxi para nós. Como eu já esperava, a resposta foi ir até a esquina que logo passaria um, mesmo sendo 5h45 da madrugada. De fato, não esperamos nem 5 minutos.</p>
<p>Como chegamos bem cedo no aeroporto Jorge Chávez, praticamente não havia fila no check in da <a href="http://www.starperu.com" target="_blank">Star Peru</a>, companhia aérea peruana que nos levaria até e Cusco. Os voos pela Star Peru normalmente são bem mais em conta que nas tradicionais Lan e Taca. Em contrapartida, eles operam aeronaves bem mais velhas. Nosso voo foi num <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/737-200#737-200" target="_blank">Boeing 737-200</a>, antigo mas bem cuidado. Embarque e decolagem no horário, tudo bastante rápido e prático.</p>
<p>Lima, pra variar, sempre cinza. Decolamos da pista 15 e mantivemos a proa da pista (sudeste) por vários minutos, até livrar uma altitude segura pra sobrevoar as cordilheiras. Em seguida que dobramos pra interceptar nossa aerovia pra Cusco, já impressiona a altitude das montanhas e vários picos nevados. Voamos a 35.000 pés, sempre com uma vista estonteante.</p>
<p>O aeroporto de Cusco é um dos mais altos do mundo, a 10.860 pés (3.310 metros) de altitude. Nessa altura, o ar é extremamente rarefeito, então qualquer manobra voando deve ser feita com muito cuidado e geralmente muita velocidade. Antes de decolarmos em Lima, consultei as cartas aéreas de Cusco para ver como seria a aproximação. Embora Cusco esteja a 3400 metros em média, a cidade é um &#8220;buraco&#8221;, pois está cercada de morros na casa dos 4500 metros. Em função disso, não existe aproximação por instrumentos (ILS), pois é impossível projetar uma longa final em nenhuma das cabeceiras da pista. Sempre vai haver um grande morro a frente. A pista em cusco é a 10-28 (leste-oeste) e só há operações de um lado. Todos os pousos são na 28 e todas as decolagens são na 10, não interessa o vento. É assim pois a única forma de aproximar, e afastar, é a leste-sudeste do aeroporto, onde há um pequeno vale que se pode voar &#8220;baixo&#8221;. Esse vale não está exatamente na reta da pista. O procedimento de aproximação obviamente é visual. Sobrevoamos o setor sul do aeroporto, circulamos no tal vale, no setor leste, e viemos pra pouso. O alinhamento final é feito próximo à cabeceira, pois há um morro enorme atrás dela. Detalhe: toda essa manobra foi feita mantendo 450-500 km/h. Full flaps só na final, e tocamos na pista a 310 km/h, medidos pelo GPS (ground speed). Muito sinistro. Definitivamente não é qualquer piloto que opera por aqui, ainda mais com um jato.</p>
<p>Chegando em Cusco, e até mesmo já no avião, percebemos a invasão turística do local. A quantidade de japoneses no voo era algo. O aeroporto de Cusco é pequeno, mas é bem arrumadinho. Esperamos poucos minutos para ter nossas malas. Nos dirigimos a uma cabine de táxis e negociamos o táxi até o hotel. Lembre-se que não existe taxímetro por aqui. 6 soles (algo como R$ 3,00) até o hotel, e não era perto. O motorista era muito gente boa, e como era de se esperar, um peruano muito nacionalista (todos são). Brasileiro é muito bem-vindo em qualquer lugar, e ele naturalmente ficou feliz de saber de onde éramos. Nos dirigiu até o hotel falando muito sobre o que podíamos fazer pela região. Enfim, toda a região de Cusco vive praticamente do turismo, e eles se esforçam para tratá-los bem.</p>
<p>Cusco é uma cidade bastante pobre. Seus 350 mil habitantes vivem direta ou indiretamente do turismo. Muita gente vive do artesanato. A quantidade de gente vendendo de tudo nas ruas é impressionante. As pessoas abordam bastante, inclusive crianças pequenas vendendo de tudo. Algumas até imploram para que você compre algo. Chega a dar pena.</p>
<p>A primeira coisa que se percebe ao chegar em Cusco obviamente é a altitude, especialmente para quem não está acostumado. Desde que eu nasci, vivo ao nível do mar, e qualquer coisa acima de 700 metros é considerado serra no Brasil, ou seja, ninguém no Brasil sabe o que é mal de altitude. Na Costa Rica, eu já havia estado por uns momentos a 2800 metros, e senti bastante cansaço ao caminhar. Aqui é tudo ao redor de 3400 metros. Você percebe rapidamente que a sua frequência respiratória e cardíaca aumentam, especialmente ao fazer qualquer esforço, como subir uma escada. Ao chegar no hotel, na verdade uma hospedaria, tinha que subir um lance de escadas. Nunca senti a minha mala tão pesada. Parecia que tinham enchido ela de pedras. Bastou um vão de escada para me deixar com falta de ar e o coração tum-tum-tum-tum. Sempre que os locais recebem um visitante em Cusco, é tradição oferecer antes de tudo um chá de coca, que é um santo remédio para altitude. Todos os hotéis fazem a mesma oferta. Obviamente não dispensamos. <img src='http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco/img_7326.jpg.html"><img class="alignleft" title="Hospedaje Monte Horeb" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42493-2/img_7326.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Nos hospedamos na &#8220;Hospedaje Monte Horeb&#8221;, que fica na rua Juan de Dios (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B031%271.24%22S+71%C2%B058%2753.14%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.516586,-71.981435&amp;spn=0.010286,0.013304&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">13°31&#8242;1.24&#8243;S 71°58&#8242;53.14&#8243;W</a>). Tudo bem arrumadinho, quarto privativo, água quente e Internet wireless. O melhor era a localização, a 200 metros de <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=-13.516648,-71.978903&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.516231,-71.978903&amp;spn=0.010286,0.013304&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">Plaza de Armas</a>, centrão de Cusco. Hospedagem em Cusco é relativamente tranquilo, pois há milhares de opções, desde hotéis mais tradicionais, e mais caros, até albergues da juventude, bastante baratos. Embora essa região seja uma das mais visitadas do mundo, não existe uma exploração turística muito absurda em termos de preços, pois a maioria dos hotéis e restaurantes é de gente local. Também porque a quantidade de mochileiros é enorme, e essa galera geralmente viaja com grana curta. Pelo jeito, os turistas curtem muito essa coisa de tudo ser regional. Eu, particularmente, acho excelente. Por incrível que pareça, não vi nenhum McDonalds em Cusco. Em Lima, há por todo canto, assim como Starbucks e outras grandes cadeias multi-nacionais.</p>
<p>Nossa estadia em Cusco seria até o dia 20, quarta-feira, para dar tempo de ir a Machu Picchu e conhecer algo do vale sagrado dos Incas. O grande problema é que não tínhamos nada certo para isso. Tentamos comprar os tickets de trem para Machu Picchu via Internet, mas a concessionária da linha de trem, a PeruRail, só aceita cartões Visa que participam do programa Verified by Visa, algo raro no Brasil. O pior de tudo era que quase não havia mais vagas no trens, então tínhamos que correr para conseguir algo por Cusco mesmo. Nosso amigo Daniel nos passou o contato de um agente de viagens de Cusco que podia fazer a mão toda. Chegamos no hotel, arrumamos as coisas e fomos para rua, para conhecer algo do centro e ir até o tal agente.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco/img_7338.jpg.html"><img class="alignleft" title="Festa popular" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42530-2/img_7338.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Chegando na Plaza de Armas, havia uma festinha popular, com um bloco de gente fantasiada e músicos. Não sei exatamente o que estavam celebrando, mas estava bastante divertido e rendeu algumas fotos interessantes. Como carregavam a imagem de uma santa, suponho que fosse algo religioso. A Plaza de Armas é o ponto mais central de Cusco, onde &#8220;todo mundo se encontra&#8221;. Há algumas igrejas coloniais ao redor, várias agências de viagens, restaurantes, algumas hospedarias e muita gente vendendo de tudo. É um lugar bastante agradável de sentar e ficar observando o movimento de centenas de turistas, e muitos locais, pra todo lado.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco/img_7363.jpg.html"><img class="alignleft" title="Av El Sol" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42605-4/img_7363.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a>Tínhamos o endereço da nossa agência de viagens, mas nenhum mapa nosso mostrava a tal rua. Pedimos informação e chegamos à conclusão de que o tal endereço estava além do mapa, logo era um pouco longe, mas dava pra ir caminhando. Fomos caminhando pela Av. El Sol (foto ao lado), que é uma das principais da cidade, concentrando repartições públicas, bancos, correios, etc. Depois de uma meia hora caminhando e pedindo informação, chegamos no tal lugar. Falamos com o tal agente, que nos deu algumas opções, mas não tinha certeza de nada. Resulta que nada se resolveu e ele ficou de nos ligar antes das 17h00. Como já era meio-dia, decidimos almoçar ali por perto mesmo. Almoço: cebiche e pescado, claro. <img src='http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois do almoço, voltamos tudo pela Av. El Sol, só que agora subindo a avenida. Era uma inclinação pequena, mas me sentia como subindo uma montanha. Como o clima é estupidamente seco nas alturas, o sol frita. A temperatura ao dia estava na casa dos 23 graus. Se você fica na sombra, sente frio, no sol, torra. O negócio mesmo é andar sob o sol, sempre usar um boné ou chapéu e óculos escuros, e claro, SEMPRE protetor solar. No caminho, passamos um centro de artesanato bem legal, onde as coisas eram normalmente mais baratas que com os ambulantes. Como à noite a temperatura é sempre próxima de zero graus, já comprei uma gorra de lã. Ia comprar uma manta também, mas nenhuma me agradou muito. A Tati comprou um casado de lã de alpaca bem legal. Isso no Brasil custaria uma fortuna. A lã é muito boa.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco/img_7386.jpg.html"><img class="alignleft" title="Cusco" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42653-2/img_7386.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Embora um desafio físico nos primeiros dias, já no primeiro dia simpatizei demais com Cusco. É super agradável caminhar pela cidade. Como pode ser visto nas fotos, as construções são bem antigas e a cidade vive muito esse clima. Eu poderia citar Gramado e Paraty como cidades com um ar semelhante. O trânsito não chega a ser o caos total que é em Lima, mas o povo é o mesmo, e consequentemente, muito chegado numa buzina.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco/img_7430.jpg.html"><img class="alignleft" title="Festa popular" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42767-2/img_7430.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Como no primeiro dia não podíamos fazer muito esforço, ficamos caminhando sem rumo, conhecendo algumas coisas na volta e tomando fotos. Paramos numa praça para tomar café, e lá vinha outra bandinha de rua e uma festinha popular (foto ao lado). Pelo jeito, chegamos num dia animado na cidade.</p>
<p>Veja também: <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cusco/" target="_blank">galeria de fotos de Cusco</a>.</p>
<p>To be continued&#8230;</p>
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		<title>Dias seguintes em Lima</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 00:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Na quarta-feira, dia 13, só tínhamos compromisso à tarde, que seria a última palestra de Tatiana no CONEIS. Como tínhamos a manhã livre, almoçamos e passeamos um pouco por Miraflores, região onde estávamos hospedados.
Até esse dia, não tínhamos nada de moeda local ainda, pois o evento estava cobrindo todas as nossas despesas de alimentação. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na quarta-feira, dia 13, só tínhamos compromisso à tarde, que seria a última palestra de Tatiana no CONEIS. Como tínhamos a manhã livre, almoçamos e passeamos um pouco por Miraflores, região onde estávamos hospedados.</p>
<p>Até esse dia, não tínhamos nada de moeda local ainda, pois o evento estava cobrindo todas as nossas despesas de alimentação. A facilidade de trocar dólares ou euros no Peru é incrível. Há inclusive gente ambulante na rua fazendo câmbio. O dólar circula oficialmente na economia. É possível inclusive sacar dólares em qualquer caixa automático.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/lima/img_6941.jpg.html"><img class="alignleft" title="Larcomar" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41774-2/img_6941.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a> Almoçamos pela Av. José Larco, que é uma avenida onde ficam vários comércios de Miraflores. No início dessa avenida, junto ao Oceano Pacífico, fica um centro comercial chamado <a href="http://www.larcomar.com/" target="_blank">Larcomar</a>, que é bastante interessante. Embora Lima seja uma cidade na beira do mar, boa parte dela está em torno de uns 100 metros de altitude. Essa camada de rochas vai até o oceano praticamente. O Larcomar foi construído justamente nessa encosta. Você entra pelo andar mais alto e vai descendo. Há vários restaurantes, lojas, museus, cinemas, etc. A vista é fantástica. No <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/lima/" target="_blank">álbum de Lima</a> há algumas fotos tomadas aí. Uma pena que Lima nesta época está sempre cinza. A umidade é muito alta, pois as nuvens estão mais baixas que as cordilheiras e ficam trancados sobre Lima.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/img_6997.jpg.html"><img class="alignleft" title="Tatiana" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42088-2/img_6997.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Às 16h30 foi a palestra da Tatiana sobre o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/InVesalius" target="_blank">InVesalius</a>. O pessoal ficou bastante interessado com a solução, e também bastante curioso com os modelos de prototipagem rápida apresentados, como pode ser visto nas <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/?g2_page=2" target="_blank">fotos do evento</a>.</p>
<p>Nossa participação no evento terminou nesse dia. Nos agradeceram a participação formalmente e nos presentearam com um bonito troféu de vidro.</p>
<p>Na noite da quarta-feira fomos com Daniel até a <a href="http://www.brisasdeltiticaca.com/" target="_blank">Asociación Cultural Brisas del Titicaca</a>, que é um clube bastante tradicional de Lima, onde se pode ver várias danças típicas. Vimos vários tipos de danças provenientes de diversas regiões do Peru. A dança mais típica do país é a Marinera, que pode ser vista no vídeo a seguir:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1pMvwN1s-Q8&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/1pMvwN1s-Q8&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Fiquei impressionado com a habilidade do garoto. Depois daí, nos despedimos de Daniel, que viajou para Tacna, sua região natal, no dia seguinte.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/huaca/"><img class="alignleft" title="Huaca Pucllana" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41878-2/img_7052.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>A quinta-feira, dia 14, foi um dia todo livre em Lima. Fomos visitar o sítio arqueológico <a href="http://pucllana.perucultural.org.pe/" target="_blank">Huaca Pucllana</a>, que fica em Miraflores, a uns 15 minutos de nosso hotel, caminhando. Coordenadas: <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=12%C2%B0+6%2740.70%22S+77%C2%B0+1%2759.60%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-12.110872,-77.033129&amp;spn=0.010343,0.021629&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">12° 6&#8242;40.70&#8243;S 77° 1&#8242;59.60&#8243;W</a>. Huaca Pucllana é um sítio da Cultura Lima, que viveu entre os anos 200 e 700 depois de cristo, bem antes dos Incas. Parte do que eles construíram foi preservado nesse complexo. Os Limas foram uma das várias sociedades que existiram no Peru. Clique na foto ao lado para ver o álbum que fizemos aí.</p>
<p>Tatiana perguntou aí que outros lugares seriam interessantes de a gente conhecer em Lima. Nos recomendaram o Parque de la Reserva, que teria um espetáculo interessante de águas. Pegamos um táxi com um senhor muito simpático depois de perguntar se ele sabia onde ficava o tal lugar e negociar o preço. Ele nos comentou que o tal parque era bastante e bonito e tal. Não sei o que se passou pela cabeça do velho, mas ele nos deixou em outro parque, o Parque de La Exposición (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=12%C2%B0+3%2744.70%22S+77%C2%B0+2%2710.08%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-12.062005,-77.036133&amp;spn=0.010345,0.013304&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">12° 3&#8242;44.70&#8243;S 77° 2&#8242;10.08&#8243;W</a>). Como a gente não sabia, saímos caminhando por aí e não achamos nada de interessante com água. Alguns minutos depois, perguntamos a um policial, que nos disse que estávamos no lugar errado. A sorte que o outro parque era perto, então fomos caminhando.</p>
<p>Entre um parque e outro, fica o Estádio Nacional (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=12%C2%B0+4%272.39%22S+77%C2%B0+2%271.26%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-12.066894,-77.03373&amp;spn=0.010345,0.021629&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">12° 4&#8242;2.39&#8243;S 77° 2&#8242;1.26&#8243;W</a>), que é geralmente onde acontece os jogos da seleção peruana. Tentamos entrar para ver o campo, mas todos os portões estavam fechados.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/lareserva/"><img class="alignleft" title="Circuito Mágico del Agua" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/42249-3/lareserva.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Finalmente conseguimos chegar no Parque de La Reserva (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=12%C2%B0+4%2715.31%22S+77%C2%B0+1%2758.54%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-12.070504,-77.032936&amp;spn=0.010345,0.013304&amp;t=h&amp;z=16&amp;iwloc=addr" target="_blank">12° 4&#8242;15.31&#8243;S 77° 1&#8242;58.54&#8243;W</a>), onde fica o Circuito Mágico del Agua. O local foi construído há um ano e possui uma infinidade de jatos de água ornamentais. Pra quem curte água, vale a pena visitar. O negócio é muito bonito, especialmente à noite, quando eles misturam tudo isso com iluminação colorida, inclusive com efeitos de raios laser, tudo ao som de música clássica de fundo. É também um belo lugar para um bom desafio fotográfico. Fotografar água é super interessante, pois dependendo da velocidade do obturador, você extrai fotos completamente diferentes. Como você pode ver nas fotos que eu tomei, a maioria foi feita com velocidade baixa, em torno de 1/10s, para realçar o movimento da água. Na correria de viajar, esqueci o tri-pé da câmera em casa. Com ele, teria feito fotos espetaculares. <img src='http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Saímos do parque à noite e fomos jantar na famosa <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=-12.121624,-77.03145&amp;ie=UTF8&amp;ll=-12.121304,-77.031702&amp;spn=0.002586,0.005407&amp;t=h&amp;z=18&amp;iwloc=addr" target="_blank">Calle de Las Pizzas</a>, em Miraflores, onde várias pizzarias e outros restaurantes ficam lado a lado disputando os clientes, na sua grande maioria turistas, como nós.</p>
<p>Na sexta-feira, dia 15, voamos para Cusco, assunto do próximo post.</p>
<p>Abraços.</p>
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		<title>Lima, Peru</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 04:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Cada vez que se chega em uma cidade pela primeira vez, sempre existem algumas coisas que nos chamam a atenção logo em seguida. Em Lima, a primeira coisa que observei foi a total desordem no trânsito. Tudo é a base da buzina. Os motoristas são completamente desesperados. Por qualquer coisa, se mete a mão na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez que se chega em uma cidade pela primeira vez, sempre existem algumas coisas que nos chamam a atenção logo em seguida. Em Lima, a primeira coisa que observei foi a total desordem no trânsito. Tudo é a base da buzina. Os motoristas são completamente desesperados. Por qualquer coisa, se mete a mão na buzina. Como no Brasil, faixa de pedestre é meramente ornamental. Mas a coisa por aqui é bem mais perigosa. Não se atreva atravessar a rua sem antes se certificar que o caminho está seguro. O estranho é que a coisa funciona e não se vê acidente.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/lima/img_6972.jpg.html"><img class="alignleft" title="Veículos em Lima" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41837-2/img_6972.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Outra coisa que chama bastante atenção é a frota. A grande maioria dos veículos (carros, utilitários, ônibus&#8230;) está caindo aos pedaços. No Peru, diferentemente que no Brasil, é permitido importar carros usados. Em vários outros países isso é bem comum também. O que se vê nas ruas do Peru é o que rodou alguns anos atrás na Coreia do Sul, principalmente. A importação de carros daquele país é massiva. O mais curioso é que até os ônibus são importados usados de lá. Manutenção é besteira. É difícil ver um carro muito inteiro. Andamos num táxi, que um dia foi batido e o air bag abriu, destruindo obviamente o volante. O volante foi colado com aquelas colas plásticas muito bagaceiramente. Os carros novos custam a metade do preço que no Brasil, mas o poder aquisitivo do povo é mais baixo. Além disso, o acesso ao crédito por aqui é bastante difícil, então o normal é comprar qualquer coisa usada importada, se pagando à vista.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/lima/img_6974.jpg.html"><img class="alignleft" title="Táxi em Lima" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41843-2/img_6974.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Outro aspecto bastante interessante, ainda na questão viária, são os táxis. Tudo é extremamente informal, nada de taxímetro. A tarifa é negociada antes de entrar no carro, e o motorista pode, na cara de pau, não querer fazer a corrida, o que não é um problema, porque para onde você olha, sempre (repetindo, sempre) vem passando um táxi. Táxi é muito barato, então é um meio de transporte super comum. Com 10 soles (algo como R$ 6,00) você percorre um grande trajeto. Os motoristas de táxi são os campeões na desordem do trânsito. Param em qualquer lugar, trancam tudo, se jogam uns por cima dos outros disputando passageiros, uma zona&#8230; Os carros, obviamente, tudo quase se desmanchando. A maioria esmagadora dos táxi são os Daewoo Tico. Se você acha um Ford Ka pequeno, você nunca viu um Tico pela frente. Clique na foto ao lado e veja. O mais interessante é que são espaçosos por dentro, pois porta-malas é algo desnecessário. Ainda que seja meio bagunçado, é mais fácil, e muuuito mais barato, andar de táxi por aqui do que no Brasil.</p>
<p>Como chegamos em Lima próximo da hora do almoço (o fuso horário aqui é UTC-5), deixamos as tralhas no hotel e fomos almoçar na redondeza, em Miraflores. Aqui não existe a tradição de buffet do Brasil. Tudo é a la carte, o que é um desespero para mim, pois sou o rei da indecisão quando me deparo com um cardápio. Nada como se servir, pesar, comer, pagar e ir embora. Enfim, como o tradicional por Lima é comer peixe, pedi um peixe, claro. Logo que sentamos, o garçom já apareceu com uma bebida que me chamou a atenção. Se chama “chicha de maiz morada”, e é feita a base de milho. Extremamente tradicional no Peru e desconhecida no Brasil. Muito boa. Você toma um gole apenas e imediatamente já sabe que é feita de milho.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/img_6687.jpg.html"><img class="alignleft" title="XVI Coneis" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41494-2/img_6687.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Depois do almoço, fomos para Círculo Militar, onde foi realizado o evento. O lugar era um pouco distante (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=-12.081417,+-77.045806&amp;ie=UTF8&amp;ll=-12.080869,-77.04581&amp;spn=0.010114,0.013819&amp;z=16&amp;iwloc=addr " target="_blank">veja no Google Maps</a>). Levamos como uma meia hora de táxi, e nos custou apenas 10 soles. O CONEIS é um evento estudantil, que trouxe gente de 65 universidades de todo o país. O público era em torno de 2400 pessoas. A estrutura do evento era bem simples, com um grande auditório montado sob uma lona. Nada de exposição. Embora simples, a infra estava legal, com três bons projetores e uma boa sonorização. Havia também algumas outras atividades em paralelo, como oficinas práticas, mas não chegamos a visitar essas instalações.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/img_6711.jpg.html"><img class="alignleft" title="Enrique Cornejo" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41518-2/img_6711.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Quando chegamos no evento, logo em seguida foi a sessão de abertura. Entre os que discursaram, estava o Ministro de Vivienda, Construcción y Saneamiento Enrique Cornejo (foto ao lado). Na sequência, seria a palestra do Corinto Meffe, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil. Corinto teve problemas com sua viagem e não pôde comparecer ao evento. A palestra seria sobre o Portal de Software Público. Como Tatiana participa também desse projeto, ela o substituiu na palestra.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/img_6735.jpg.html"><img class="alignnone" title="Tatiana Martins" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41536-2/img_6735.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/img_6758.jpg.html"><img class="alignnone" title="Tatiana Martins" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41551-2/img_6758.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>Como estrangeiro geralmente é celebridade em qualquer lugar, ao final da palestra da Tatiana, uma multidão se juntou para tirar fotos e dar um “hola”. Embora seja um pouco cansativo, e geralmente gera uma certa desordem no evento, é importante motivar essa gurizada a seguir em frente estudando. Essa era a nossa missão.</p>
<p>Mais <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/" target="_blank">fotos do evento no Gallery</a>.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/img_6857.jpg.html"><img class="alignleft" title="Marlon Dutra" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41684-2/img_6857.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>No dia seguinte, terça-feira, foi o dia da minha palestra. Ela estava marcada para meio-dia, mas como nesse dia choveu muito pela manhã, e o auditória era de lona, tiveram que atrasar todo o cronograma para evitar um possível desabamento da estrutura. Felizmente nada de errado ocorreu com a estrutura, mas minha palestra foi começar só às 18h15, após algumas mudanças na ordem das palestras. Eu achei até melhor assim, pois um ambiente escuro ajuda na projeção. A palestra foi sobre telefonia IP (VoIP). Como o público era de estudantes universitários de todos os níveis, toquei o assunto de uma forma mais introdutória, falando bastante de conceitos e da evolução na tecnologia telefônica. Falei bastante de Asterisk também e dei vários exemplos de funcionalidades possíveis.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/coneis/img_6892.jpg.html"><img class="alignleft" title="Marlon Dutra" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41705-2/img_6892.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Foi bem legal, a galera pareceu prestar bem atenção e vieram perguntas bem pertinentes no final. Da mesma forma, ao final da palestra, a galera se juntou para tirar fotos. Naturalmente o assédio foi menor que com a Tatiana. <img src='http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cultura/img_6808.jpg.html"><img class="alignleft" title="Almoco em Lima" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/41657-2/img_6808.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Com todo o atraso da palestra, fomos até a Universidad Inca Garcilazo de la Vega, onde nós vamos dar outra palestra no próximo dia 20, para conhecer o local e almoçar com o pessoal que está organizando esse evento. Lá encontramos com Santiago e Evelin, e fomos a um restaurante para comer o tal <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebiche" target="_blank">cebiche</a>, que é a comida mais famosa do Peru. Como eu adoro frutos do mar, naturalmente o cebiche me caiu muito bem. Publiquei algumas <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/cultura/" target="_blank">fotos dos pratos na galeria</a>.</p>
<p>Novos posts por vir: alguns passeios em Lima, Cusco, Machu Picchu, Vale Sagrado dos Incas&#8230;</p>
<p>Já estou publicando, pouco a pouco, as fotos <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/peru/" target="_blank">no Gallery</a>.</p>
<p>Saludos.</p>
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		<item>
		<title>Pelo Peru, finalmente</title>
		<link>http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/2008/08/17/pelo-peru-finalmente/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 04:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Depois de adiar algumas vezes, finalmente estou agora escrevendo do Majestoso Peru. Minha namorada Tatiana e eu fomos convidados para palestrar na 16ª edição do CONEIS (Congreso Nacional de Estudiantes de Ingeniería, Informática y Sistemas), que aconteceu em Lima, capital do Peru, nesta semana do dia 11 de agosto de 2008. O convite veio por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de adiar algumas vezes, finalmente estou agora escrevendo do Majestoso Peru. Minha namorada Tatiana e eu fomos convidados para palestrar na 16ª edição do <a href="http://www.xviconeis.org/" target="_blank">CONEIS</a> (Congreso Nacional de Estudiantes de Ingeniería, Informática y Sistemas), que aconteceu em Lima, capital do Peru, nesta semana do dia 11 de agosto de 2008. O convite veio por intermédio do amigo peruano Daniel Yucra, que conheci em 2005 em um evento no Recife - PE.</p>
<p>A viagem foi mega correria. Minha irmã Liziane se graduou em Administração de Empresas e a festa de formatura foi um dia antes desta viagem. Sexta-feira à noite fui a Rio Grande de carro (310 km) para a formatura. Domingo saí de lá antes do almoço de regresso a Porto Alegre, de onde eu peguei o voo às 19h20 para São Paulo. A ideia era chegar em casa até umas 16h30 para dar tempo de fazer a mala com calma e organizar as coisas. Resulta que peguei trânsito na volta e cheguei em casa beirando 18h00. Em 20 minutos “organizei” tudo e me toquei pro aeroporto. A fila da Tam, pra variar, estava quilométrica. Pelo menos para algo serve ter cartão fidelidade vermelho, pois a fila é separada e raramente há alguém nela. Fui o último embarcar e o voo saiu exatamente no horário. Se eu tivesse chegado com folga no aeroporto, certamente o voo teria atrasado. Lei de Murphy.</p>
<p>Chegando no aeroporto em Guarulhos, fiz a declaração de saída temporária de bens na Receita Federal. Meu laptop já não precisa mais disso, pois está bem arranhado e com mais de dois anos no pau. Declarei a câmera, as lentes e o flash. Pra quem porta câmera fotográfica amadora (das pequenas), a Receita não exige mais declaração. Daí, fui para o hotel onde Tatiana já estava me esperando. Sono rápido, pois 6h00 da manhã já partimos de volta pro aeroporto. O voo para Lima estava marcado para às 8h25.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/mfdutra/2769903024/"><img title="Los Andes" src="http://farm4.static.flickr.com/3243/2769903024_e64c2a9170_m.jpg" alt="Los Andes" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Los Andes</p></div>
<p>Nosso voo foi comprado na Tam, mas foi operado pela LAN Peru. Check in muito eficiente e tudo no horário. Voamos num Airbus A319 configurado em uma classe apenas. Me impressionou o conforto a bordo, especialmente em dias que as companhias estão transformando os aviões em ônibus apertados. O espaço entre as poltronas é excelente (e eu tenho 1,87m) e os assentos todos de couro. Eu já tinha voado essa rota São Paulo - Lima em 2006, indo para a Costa Rica. Foi o voo mais lindo que fiz na vida, e já sabia o que nos esperava. Sobrevoar a Cordilheira dos Andes é majestoso. Alguns picos chegam a uns 6 mil metros. Considerando que voamos a 34.000 pés (10.363 metros), a sensação que se tem é de estar voando muito baixo. Me impressionou ver o Lago Titicaca, fronteira Peru - Bolívia, com tão pouca água. Da outra vez fiz esse voo em fevereiro e ele estava muito cheio.</p>
<p>Como já era de se esperar nesta época, Lima estava com céu bem fechado. Quando se está voando pra Lima, a descida começa praticamente sobre Lima, pois a cordilheira vai muito alta até o Oceano Pacífico. Praticamente a gente despencou de 34 mil pés para a aproximação fazendo um grande círculo sobre o oceano até entrar na final da pista 15, dotada de ILS (pouso por instrumentos). Pousamos 15 minutos antes do previsto, após 4h40min de viagem. A primeira coisa que me chamou a atenção é que não foi usado reversores para desacelerar. Vários aeroportos no mundo estão proibindo o uso de reverso por causa do barulho. Claro que, isso é um luxo para aeroportos com pistas longas. Lima tem apenas uma pista, mas com 3500 metros e está 34 metros acima do nível do mar.</p>
<p>A imigração foi bastante rápida. Pegamos a bagagem, passamos tranquilo na aduana e ligamos para Daniel, que estaria nos esperando aí. Ele recém tinha aterrissado também, vindo de Cusco. Nos encontramos alguns minutos mais tarde e aguardamos o pessoal da organização do evento, que veio nos buscar de van. Em seguida chegou Stefani, da organização do evento, para nos buscar. Gente finíssima, boa anfitriã. Nos levaram direto para o hotel.</p>
<p>Ficamos hospedados no Hotel Suites Eucalipitus, melhor localização impossível, bem no coração de Miraflores, bairro mais famoso de Lima. Miraflores é um bairro bastante sofisticado, muito turístico, com centenas de lojas, restaurantes, bares e tudo mais para atrair visitantes. Veja no <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Lima,+Lima,+Peru&amp;ie=UTF8&amp;ll=-12.12667,-77.029331&amp;spn=0.009902,0.021801&amp;z=16" target="_blank">Google Maps</a> onde ficamos.</p>
<p>Escrevo na sequência falando sobre o evento e o resto da viagem. Com o tempo, vou postando algumas fotos.</p>
<p>Saludos!</p>
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		<title>A cidade das mangueiras</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 03:23:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Estive na última semana, pela primeira vez, no estado do Pará, para fazer um serviço em um cliente na capital Belém, conhecida como a Cidade das Mangueiras. Viagem rápida, indo quarta-feira e voltando no sábado. Praticamente não ia dar pra ver nem conhecer nada.
Chegando lá, entrei em contato com meu amigo Reinaldo. Saímos pra tomar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive na última semana, pela primeira vez, no estado do Pará, para fazer um serviço em um cliente na capital Belém, conhecida como a Cidade das Mangueiras. Viagem rápida, indo quarta-feira e voltando no sábado. Praticamente não ia dar pra ver nem conhecer nada.</p>
<p>Chegando lá, entrei em contato com meu amigo Reinaldo. Saímos pra tomar um chopp na quinta-feira à noite e encontramos por acaso com uma amiga dele, Lucy e suas primas Claryce e Karlla. Já tinha companhia para os próximos dias. Todos estariam livres no sábado e surgiu a possibilidade de irmos visitar umas praias. Em função disso, remarquei minha volta para o domingo.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/mfdutra/2708107489/" target="_blank"><img title="Mosqueiro, Belém" src="http://farm4.static.flickr.com/3092/2708107489_8035a48393_m.jpg" alt="Mosqueiro, Belém" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Mosqueiro, Belém</p></div>
<p>Sábado fomos visitar a ilha de Mosqueiro, que faz parte do município de Belém. Veja no <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=belem,+Brazil&amp;ie=UTF8&amp;ll=-1.130832,-48.378983&amp;spn=0.33845,0.692139&amp;z=11" target="_blank">Google Maps</a> bem onde fica. Bastante interessante, com praias em todo o contorno da ilha, que é banhada em boa parte pela Baía de Marajó, que faz parte do Delta do Amazonas. É nessa região que o imenso Rio Amazonas se encontra com as águas do Oceano Atlântico. Como se pode observar no mapa, a região é cercada de ilhas e afluentes. Uma pena que não tive tempo para fazer algum passeio de barco.</p>
<p>Belém é a maior região metropolitana da Amazônia, com uma população total em torno de 2 milhões de habitantes (1,4 milhão no município). Embora seja uma cidade bastante grande, é apenas a 23ª cidade mais rica do Brasil, bastante atrás de Manaus, que ostenta a 7ª posição, graças ao pólo industrial. Mesmo assim, fiquei bastante contente em ver que a cidade está crescendo bastante. A construção civil está muito forte, e se houve falar muito disso por lá. Me chamou muito a atenção a altura dos edifícios. Uma construtora está em fase de acabamento de dois edifícios residenciais gêmeos de 40 andares cada, que vão ser as maiores torres da Amazônia. É bastante comum ver edifícios com mais de 30 andares. Com uma vista daquelas, não é de se admirar o porquê de tanta altura.</p>
<p>Moro há 7 anos em Porto Alegre, e desde muito antes que vim pra cá, escuto falarem da revitalização do cais do porto, que está abandonado. Uma área de uma vista lindíssima que poderia ser muito explorada para o lazer. Belém fez o dever de casa nessa parte. Criaram a Estação das Docas onde um dia foi o porto. Todos os armazéns foram restaurados, colocados paredes de vidro para os dois lados, e vários restaurantes e bares se instalaram por lá, algo que me lembrou bastante o Puerto Madero em Buenos Aires. Tudo foi feito com bastante elegância, simplicidade e segurança. E pelo jeito o povo aprovou, pois vive cheio.</p>
<p>Como não podia ser diferente, a culinária nessa região sempre impressiona, especialmente quem gosta de frutos do mar, como eu. Como peixe é luxo total no sul, aproveitei e almocei e jantei peixe todos os dias. Camarão lá tem por todo canto e feito de tudo quanto é jeito. Voltei certamente com uma overdose deles no organismo. Que me perdoem os Manauaras, mas em termos de culinária, Belém dá de dez a zero em Manaus.</p>
<p>Obviamente fiz várias fotos. Postei um álbum completo no <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/belem/" target="_blank">meu Gallery</a> e as melhores fotos no <a href="http://www.flickr.com/photos/mfdutra/" target="_blank">meu Flickr</a>.</p>
<p>Voltei contente com a viagem. Além de ter cumprido a missão, fiz novas amizades bem legais e conheci um canto do Brasil que ainda não conhecia. Espero poder voltar em outra oportunidade.</p>
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		<title>Ooops, férias adiadas, de novo</title>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 04:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mfdutra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Está difícil realmente de tirar férias. Conforme eu postei em fevereiro, a idéia era tirar férias agora no final de maio, depois da correria do FISL. Resulta que o FISL terminou e a correria no trabalho aumentou. A coisa andava meio calma de novos projetos no início do ano, porém várias coisas resolveram acontecer ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está difícil realmente de tirar férias. Conforme eu postei em fevereiro, a idéia era tirar férias agora no final de maio, depois da correria do FISL. Resulta que o FISL terminou e a correria no trabalho aumentou. A coisa andava meio calma de novos projetos no início do ano, porém várias coisas resolveram acontecer ao mesmo tempo, me mantendo bastante ocupado e viajando muito. Estou escrevendo agora de São Paulo, onde ainda fico toda esta próxima semana. </p>
<p>Também surgiu a oportunidade de palestrar no Peru em agosto, em um evento acadêmico em Lima. Se eu conseguir encaixar certinho na agenda, vai ser uma ótima oportunidade para conhecer mais gente por lá da comunidade de software livre. Em outubro devo ir a Caracas, Venezuela, para atender outro evento também na área. </p>
<p>Nos últimos meses tenho me dedicado bastante à fotografia, agora que estou com um equipamento decente (e sigo comprando coisas&#8230;). Estou publicando os trabalhos mais legais no <a href="http://www.flickr.com/photos/mfdutra/" target="_blank">meu Flickr</a>, e depois pretendo postar algumas coisas sobre fotografia aqui também. </p>
<p>A partir deste ano, outro projeto antigo &#8220;sai do papel&#8221;. Vou finalmente fazer meu brevê de piloto privado através do <a href="http://www.args.com.br/" target="_blank">Aeroclube de Porto Alegre</a> (ARGS). Primeira etapa é apenas para mono-motor visual, depois sigo para IFR (vôo por instrumentos) e multi-motor. Devo parar por aí, pois não quero me tornar um piloto comercial. Não vejo isso como profissão, no meu caso.</p>
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