Archive for October, 2008

Machu Picchu

Sunday, October 19th, 2008

A correria andou grande nas últimas semanas e não tenho tido tempo para escrever. Mas vamos lá. Quanto mais o tempo passa, mais a gente esquece, e os relatos acabam não ficando tão fiéis.

Na sequência do post anterior, o motorista de táxi chegou no hotel para nos pegar às 5h20 da madrugada. Difícil acordar a essa hora com tanto frio. A temperatura nessa hora do dia está normalmente ao redor de zero graus. Nosso trem partindo de Ollantaytambo era às 8h00, então tínhamos 3 horas para percorrer o trajeto entre Cusco e Ollantaytambo. Bastante razoável.

Esse mesmo caminho pode ser feito também por via férrea, mas não é recomendável. Como falei antes, Cusco se encontra numa altitude média de 3400 metros. Já Ollantaytambo está situado a 2800 metros, pois está no Vale Sagrado dos Incas. A descida é extremamente íngreme, pois a média de altitude ao redor do vale é de 3800-4500 metros, e o vale é incrivelmente estreito. Literalmente uma fenda no meio da cadeia das imensas montanhas andinas. Em função disso, a viagem de trem é muito demorada, pois o trem precisa andar muito devagar e fazendo curvas com muito mais raio que um carro. Além disso, é quase impossível conseguir passagem de trem nesse trecho na alta temporada, pois são poucas as frequências diárias.

Partimos do hotel algo como 5h35 em direção à Urubamba (-13° 18′ 39.90″, -72° 6′ 54.77″), que é a cidadela que dá nome ao famoso Rio Urubamba, que percorre todo o vale. A estrada que vem de Cusco desce o vale chegando em Urubamba, que fica à noroeste de Cusco, 27km em linha reta, embora a distância percorrida seja o dobro disso ou mais, por causa da estrada sinuosa. De Urubamba para Ollantaytambo o caminho é plano, todo a 2800 metros, em um trecho de 20km mais ou menos.

Salkantay

Salkantay

Durante a viagem, ainda antes da descida para o vale, podemos ver a magnificência dos picos andinos, especialmente o Monte Salkantay (foto ao lado), com sua incrível altitude de 6271 metros, ainda que ele seja apenas o décimo quinto pico mais alto no Peru. Veja outras fotos desse caminho.

Chegamos em Ollantaytambo (-13° 15′ 47.30″, -72° 16′ 10.49″) às 7h00. Ollantaytambo é o último ponto da estrada no vale, pois daí em diante, até Machu Picchu, a colina é muito estreita e não há condições para se construir uma estrada. Há apenas a linha férrea que vai sempre margeando o Rio Urubamba. O mesmo taxista, e também guia turístico, Jonathan, iria nos buscar no próximo dia para fazermos o Vale Sagrado dos Incas. Combinamos com ele certinho o horário e ele se foi de volta a Cusco.

Como tínhamos ainda algum tempo e estávamos com fome, pois saímos do hotel antes do café da manhã, tomamos um desalluno num barzinho próximo à estação de trens. Logo de cara já deu pra perceber que o povo de Ollantaytambo é muito amigável e extremamente receptivo. É de se esperar de fato, pois para qualquer lado que se olhe, é uma quantidade incrível de turistas.

Nosso trem partiu às 7h50 (10 minutos adiantado) em direção à Machu Picchu Pueblo (13° 9′18.53″S 72°31′27.05″W), antes mais conhecida como Aguas Calientes. É fácil perceber o porquê de não haver uma estrada ali. A coisa realmente é muito fechada. Em vários trechos eu perdia a sincronia do GPS, pois o aparelho não conseguia receber o sinal de três satélites pelo menos, uma vez que era difícil ver uma boa porção do céu. A viagem de uns 45km tarda em torno de 1h30min.

Desembarcamos em Machu Picchu Pueblo às 9h15 e saímos caminhando para achar nosso guia, que supostamente estaria nos esperando na estação de trens. Esperamos algum tempo e nada, então resolvi ligar pro camarada. Celular desligado, puta que pariu. Bom, resolvemos achar o hotel e depois tentar contato com o guia por telefone novamente.

Machu Picchu Pueblo é um pequeno povoado situado a 2100 metros de altitude. A cidadela fica no pé de Machu Picchu. Como não há infra-estrutura em Machu Picchu, todo mundo se hospeda, se alimenta, etc, em Machu Picchu Pueblo. Para onde se olha, é só restaurantes, hotéis, pousadas, etc, tudo em função dos milhares de turistas que chegam na cidade todos os dias. Para se ter uma ideia, a média é de 3 a 4 mil visitante todos os dias, de todos os cantos do planeta.

Como são tantos hotéis e tudo com nomes semelhantes (geralmente algum nome Inca), entramos no hotel que julgamos ser o nosso e perdemos um tempão ali pois não achavam a nossa reserva. Claro, estávamos no hotel errado! Quando a Tatiana achou o voucher, a atendente nos deu a má notícia. Enfim, caminhamos mais alguns poucos metros e chegamos no hotel que de fato era o nosso. Como chegamos cedo demais, não havia quarto vago. A diária oficialmente começaria apenas ao meio-dia. A recepcionista pediu logo para o pessoal da limpeza agilizar a entrega de um quarto para que pudéssemos pelo menos largar as nossas tralhas e subir pra Machu Picchu. Em 20 minutos, estávamos no quarto, finalmente.

Respirar a 2100 metros nunca foi tão maravilhoso, comparado com os 3400 metros que estávamos em Cusco. Dava muito gosto de encher o pulmão de ar e sentir um pouco mais de oxigênio entrando em cada tragada.

Nosso guia, Johnny

Após descansar um pouco, tentamos contato com o guia novamente. Ele nos atendeu e disse que esteve nos esperando na estação quando o trem chegou. Não quis entrar no mérito e perguntei onde podíamos achá-lo. Combinamos de nos encontrar na estação dos ônibus que sobem para Machu Picchu dentro de 15-20 minutos. Assim o fizemos. 10h20 chegamos na estação de ônibus e encontramos o guia, Johnny, figura muito gente fina, que nos guiou por toda a visita à cidade sagrada.

Vale Sagrado dos Incas

Vale Sagrado dos Incas

Machu Picchu está situado a 2450 metros de altitude, quase 400 metros acima de Machu Picchu Pueblo. Esse trajeto só pode ser feito por um ônibus especial que parte a cada poucos minutos. A subida é um zigue-zague total, e quanto mais subíamos, mais magnífica ficava a vista do vale sagrado (veja foto ao lado). A única alternativa ao ônibus, que custa US$ 14,00 ida-e-volta (assalto!), é subir a pé, o que leva em torno de 1h30min e um esforço físico enorme, pois é uma subida muito íngreme.

Poucos antes das 11h00 estávamos no portal de entrada. Ali deixamos os pertences que não íamos utilizar, como casacos, etc. Por via das dúvidas, eu subi com um casaco, pois as mudanças de temperatura em altitude são muito bruscas. Como estava um sol animal, deixamos as roupas quentes no maleiro. Na sequência, organizamos o nosso grupo com o mesmo guia, que era em torno de 12 pessoas, todos latinos. Só nós dois éramos brasileiros. Havia colombianos, peruanos e costa-riquenhos também no grupo.

Passamos o portal de entrada e seguimos pelo trajeto recomendado, que começa por uma vista geral de Machu Picchu a partir de um ponto alto da cidade. Esse foi o momento que mais senti falta da minha lente grande angular 28mm, que esqueci em casa em função da correria. A lente que eu estava usando na foto ao lado era 45mm, o suficiente para não caber a cidade toda no mesmo quadro. Triste! :-(

Ficamos um tempo parado aí admirando a paisagem. Muitas pessoas me disseram, assim como li muito na Internet, que ao se chegar em Machu Picchu, especialmente nesse ponto onde fiz a foto ao lado, se sente uma energia inexplicável. Talvez seja isso que leve tanta gente a Machu Picchu. O fato é que eu não senti nada disso, o que não me estranhou, claro, pois sou bastante cético. Mesmo não sentindo a tal energia dos deuses, fiquei maravilhado com o que estava vendo. A construção da cidade é majestosa. Logo surge a primeira pergunta: como aqueles doidos construíram isso aqui em cima, carregando essas pedras gigantes? Certamente deviam ter algum propósito muito forte e divino, porque deve ter dado um trabalho e tanto.

Para mim, nada que o homem possa ter construído chega aos pés do que a mãe natureza construiu. Na verdade, eu estava muito mais encantado com a beleza natural daquele monte de montanhas desenhando um cenário estonteante, do que com a cidade em si. Eu sempre fui louco por montanhas e nunca tinha estado tão perto de algo tão impressionante. A altura dos picos é impressionante. Só por isso, a viagem toda já vale a pena. Isso sim é coisa de Deus!

As oportunidades fotográficas em Machu Picchu são incontáveis. Decidi não metralhar muito para não sofrer demais depois tratando tudo. Fui fotografando numa linha mais seleta e apagando algumas coisas na própria câmera, já fazendo uma pré-seleção. O resultado final está na galeria de fotos de Machu Picchu e me pareceu bem bacana até.

No próximo post, vou falar um pouco mais na cidade e do passeio por ela, e emendo na sequência o Vale Sagrado dos Incas. Já adiantando, esse último foi uma grande e agradável surpresa.

Abraços.

Horário de verão tupiniquim, versão técnica

Saturday, October 4th, 2008

Seguindo o meu último post, quero falar um pouco sobre a importância do relógio, especialmente nos dias de hoje, de um mundo interconectado.

Antes de tudo, que horas são?

O meu relógio está marcando aqui 21h25. É essa a hora certa? Se eu ligar para um amigo agora em Seattle, ele vai me dizer 17h25, em Londres 1h25 da madrugada. Que confusão, eu só quero saber que horas são. Se a resposta foi qualquer hora + 25 minutos, está correta. Tudo depende de onde a resposta está partindo!

Como o mundo inteiro pode se coordenar com essa bagunça de fusos horários, horário de verão cuja regra varia de região pra região, e outras peripécias, como fusos horários de 15 e 30 minutos de separação, etc? Para isso existe o Tempo Universal Coordenado, o UTC, ou GMT (Greenwich Mean Time), ou ainda “Zulu Time”. É importante salientar que a hora UTC nunca varia. Sempre anda para frente na mesma frequência, perfeitamente alinhada com o sol no meridiano zero.

É em função dessa previsibilidade e uniformidade que é a hora utilizada por muitos sistemas no mundo. Toda a aviação no mundo, inclusive aqui no Brasil, por exemplo, só fala UTC. Grande parte dos sistemas na Internet são baseados em UTC. Grandes empresas com sedes em vários países só operam com referências UTC, e assim por diante…

Vários países no mundo possuem horário de verão, por várias razões, principalmente para economizar energia. Não vou entrar no mérito da questão. Os países com governos com algum nível de inteligência possuem regras repetitivas definindo o dia que o horário de verão começa e termina. Não é o caso do Brasil, infelizmente, que nunca teve uma regra, e agora que tem uma, é quase enigmática, baseando-se no calendário lunar. Acredite, não estou brincando!

O que muita gente se confunde é que na verdade não existe horário de verão. O que existe é fuso horário de verão. Um país, ou uma região, quando entra no horário de verão, na verdade está “se mudando” para o fuso horário seguinte. No caso do Brasil, os estados que atendem o horário de verão estão normalmente em UTC-3. No horário de verão, estão em UTC-2. A hora de referência, UTC, é sempre a mesma. Varia apenas o fator de correção em relação ao UTC.

A confusão técnica está em não sabermos quando essa mudança vai acontecer, pois dependia de um canetasso do Presidente.

Considerando que, de acordo com a regra publicada em 2007, parte do Brasil foi para o horário de verão no segundo domingo de outubro e; este ano a regra mudou para o terceiro domingo de outubro, sendo publicada no início de setembro apenas, vamos a alguns exemplos de problemas que isso ocasiona:

Exemplo 1, uma reunião:

No dia 31 de agosto, eu em Porto Alegre marco uma reunião para o dia 14 de outubro às 11h00 da manhã (hora de Porto Alegre) com minha amiga Fernanda que mora em Zurich, portanto 15h00 para ela. Os sistemas de agendamento obviamente vão gravar isso em UTC, para não haver confusão. O sistema consulta o regramento de hora de verão e verifica que no dia 14 de outubro às 11h00 vai ser 13h00 UTC, pois nesse dia Porto Alegre estaria no horário de verão. Reunião marcada. O governo publica a regra dizendo que o horário verão começa dia 19 de outubro. Chega o dia 14 de outubro 11h00 local, 14h00 UTC, 16h00 em Zurich. Ooops, acho que estou uma hora atrasado! Entenderam o drama?

Exemplo 2, aviação:

Este é um exemplo real que aconteceu comigo:

Em agosto em 2006, eu comprei uma passagem da American Airlines para Dallas num voo partindo de São Paulo dia 22 de outubro. Por razões óbvias a aviação opera toda em UTC, e assim são os planos de voo. O plano do voo que eu comprei previa decolagem às 0h30 UTC. Em agosto, os sistemas da American Airlines previam que 22 de outubro seria horário de verão no Brasil, logo aplicaram uma diferença de 2 horas em relação ao UTC, me vendendo um voo que partiria portanto às 22h30 hora local, pois por lei as passagens têm que ser emitidas em hora local, o que faz sentido até. Após eu ter a passagem em mão, o governo no auge de sua estupidez posterga o início do horário de verão para 5 de novembro, pois as ultra-modernas urnas eletrônicas não suportavam isso (claro, com essa bagunça!). Se o plano de voo da American Airlines era para às 0h30 UTC e agora a diferença horária era de 3 horas e não 2, meu voo consequentemente seria às 21h30, correto? A Tam, onde voei de Porto Alegre pra Guarulhos, também registra todos os seus planos de voo em UTC, mas eles usam como referência a hora local, então mantiveram seus voos travados na hora local, ajustando a UTC, o que é razoável para voos domésticos. Resultado, a Tam atrasou todos os seus voos em uma hora em relação ao UTC para manter a hora local e todo mundo perdeu as suas conexões no aeroporto de Guarulhos, causando um prejuízo absurdo para todo o sistema de aviação, que teve que fazer um replanejamento monstruoso de slots e escalas de tripulação e aeronaves para cumprir um canetasso do Presidente.

Como de costume, publiquei o arquivo com a mais nova regra, desta vez mais confusa do que nunca, do nosso horário de verão. Pra simplificar a jogada no Linux, fiz um script que faz a operação toda. Faça o seguinte logado como root:

wget http://hackers.propus.com.br/~marlon/dst/update_dst.sh
bash update_dst.sh

O script vai baixar automaticamente outro arquivo, o southamerica, onde estão as regras que são válidas até 2100, isso se não mudar tudo de novo, é claro.

Para os curiosos, eu fiz um script em Python que calcula o término do horário de verão de acordo com a nova lei para qualquer ano.

Os usuários Windows podem baixar este arquivo de registro e executá-lo em seu computador. Ele vale apenas para 2008. Você deve verificar na sua configuração de relógio se o fuso horário está certo para -03:00 Hora de Brasília e se a opção para ajustar automaticamente para o horário de verão está marcada.

ATENÇÃO: se você quiser mudar para o horário de verão manualmente, jamais mexa no relógio. Altere o fuso horário para -02:00 Fernando de Noronha então. Lembre-se que a sua hora UTC nunca pode mudar.

Boa sorte.

Horário de verão tupiniquim

Saturday, October 4th, 2008

Todos os anos sempre foi a mesma confusão. O governo brasileiro indo na contra mão de todas as lógicas práticas adotadas por muitos países, a cada ano definiu as datas para o início e fim do polêmico horário de verão semanas antes de seu início, mudando a lógica todos os anos por razões inexplicáveis, causando prejuízos imensos para a economia nos dias de hoje, onde muita coisa é baseada em relógio e esses precisam estar sincronizados corretamente não apenas com a hora presente, mas também com o calendário futuro.

Numa tentativa desastrada de acabar com a confusão de ter uma regra diferente a cada ano, a Presidência da República publica no último dia 8 de setembro o Decreto número 6.558. Quando eu li esse texto, simplesmente não pude acreditar. Se alguém tivesse me contado, eu juraria que era piada. A regra se resume assim:

“Art. 1o: Fica instituída a hora de verão, a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente, em parte do território nacional, adiantada em sessenta minutos em relação à hora legal.”

Fantástico, finalmente! O governo estaria de parabéns, não fosse a mais estúpida exceção:

“Parágrafo único. No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento da hora de verão dar-se-á no domingo seguinte.”

Muitos devem estar se perguntando “qual o problema?”. À primeira vista, a regra pode parecer simples, mas para quem não sabe, o dia do carnaval é 47 dias antes da páscoa. Como o carnaval é numa terça-feira, o domingo de carnaval acontece 49 dias antes da páscoa. A páscoa, por sua vez, acontece no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de outono (ou primavera no hemisfério norte), ou seja, se baseia no calendário judaico (lunar) e não no calendário gregoriano. A Pessach (páscoa judaica) acontece sempre no dia 14 do mês judaico de Nissan.

Todos os sistemas operacionais modernos e até mesmo milhares de equipamentos embarcados possuem facilidades para se ditar as regras de entrada e saída do horário de verão, para que isso seja feito automaticamente sem intervenção humana a cada ano. A maneira como essa regra é implementada se baseia estritamente no calendário gregoriano, obviamente. Algo como:

Regra clara na Europa:

  • Início: último domingo de março às 1h00 UTC
  • Fim: último domingo de outubro às 1h00 UTC

Regra clara nos EUA e Canadá:

  • Início: segundo domingo de março às 2h00 hora local
  • Fim: primeiro domingo de novembro às 2h00 hora local

Uma sugestão absolutamente lógica para o Brasil:

  • Início: terceiro domingo de outubro às 0h00 hora local
  • Fim: terceiro domingo de fevereiro às 24h00 hora local

Há um artigo interessante na Wikipédia falando sobre o cálculo da data da páscoa, que por muito tempo foi praticamente um enigma. Vários algoritmos surgiram para solucionar o problema, mas todos bastante complexos.

Uma das coisas mais importantes para a economia e a produtividade em geral é a simplicidade dos processos. Tudo que é complicado naturalmente custa mais e torna tudo menos produtivo. Vide a burocracia, ou burrocracia, tão conhecida de nós brasileiros.

Me entristece ver coisas assim quando o mundo está cheio de bons exemplos simples.

“Existem apenas duas coisas infinitas – o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo.”

Albert Einstein