Archive for July, 2007

Portland, a cidade das rosas

Sunday, July 29th, 2007

Eu não esperava muito de Portland, mas confesso que fiquei impressionado. Meu propósito para ir até aí foi participar da Oscon 2007, conferência anual sediada pela O’Reilly, uma das melhores editoras de livros técnicos que se conhece. No próximo post, falarei mais sobre a conferência em si.

Portland é a maior cidade do estado de Oregon, na costa pacífica americana. Fica próximo a Seattle e ao Canadá. A cidade tem uma natureza muito bonita, banhada por dois rios, o Willamette e o Columbia. A cidade é rodeada por várias montanhas e alguns vulcões, como o famoso Monte Santa Helena. A área metropolitana tem algo em torno de 2,1 milhões de habitantes, mas a cidade não tem um ar de metrópole, com congestionamentos, gente pra todo lado…

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Algumas fotos já disponíveis

Wednesday, July 25th, 2007

Já postei algumas fotos no meu gallery. Outros relatos já estão sendo escritos…

Que jornada, 36 horas entre a origem e o destino

Sunday, July 22nd, 2007

Parecia impossível, mas consegui chegar em Detroit, 36 horas depois de sair de casa em Porto Alegre. Como sempre existe a possibilidade das coisas piorarem mais, isso de fato aconteceu. Enquanto eu esperava o vôo de Miami pra Detroit, que seria às 17h40, uma tempestade feia começou a se aproximar (estava um dia lindo), e o aeroporto ficou fechado para aterrissagens por uma hora ou um pouco mais. Pensei, mais uma hora, menos uma hora, pra quem já está f* mesmo, não vai fazer diferença.

Mais ou menos com 90 minutos de atraso, começaram o embarque do nosso vôo. Todo mundo embarcou, e nada acontece. O piloto sumiu. A tripulação então ficou sabendo que o piloto que faria aquele vôo estava no ar circulando o aeroporto esperando por autorização pra descer em outro vôo. Como o aeroporto ficou fechado um tempo, 70 vôos estavam em órbita esperando o sequenciamento pra aterrissagem. Eu já estava rindo sozinho. O que mais vai acontecer? Quando enfim o piloto entrou no avião, todo mundo bateu palmas.

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Aviação brasileira – cenas do último capítulo

Saturday, July 21st, 2007

Um vôo partindo de Guarulhos que era para ser para Dallas, mas parou em Miami. Normalmente um vôo para Miami tem 8 horas e algo. Este durou mais de 13 horas. Assim foram minhas últimas horas enfrentando o sistema aéreo brasileiro.

Estou sentindo na pele toda a merda que esta crise aérea vem causado às pessoas que viajam pelo Brasil (não somente aos brasileiros). Mas, sempre pode ficar pior. Até então, tudo o que se tem sofrido é até o momento de o avião decolar. Horas de espera, longas filas, desinformação, desrespeito, omissão, etc. Quando você decola, enfim, nos livramos de tudo isso. Bom, não exatamente.

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PQP! Quantas vidas mais?

Tuesday, July 17th, 2007

Quantas vidas vão ser perdidas tragicamente até que este país ponha a mão na consciência? Mais um acidente aéreo, desta vez anunciado, esperado, no aeroporto mais movimentado do país, com uma infra-estrutura ridícula, que deveria operar no máximo com teco-tecos.

Há muito tempo aviões estão aquaplanando. O Estado acabou de gastar R$ 19 milhões, 75% provavelmente desviado, para supostamente resolver esse problema. 14 dias mais tarde, na primeira chuva, um avião aquaplana. Por sorte, não era um jato pesado. Um dia mais, o esperado acontece. O vôo da Tam 3054, que saiu de Porto Alegre para Congonhas, operado pelo Airbus A320-233 PR-MBK, 176 pessoas a bordo, não conseguiu frear a tempo. Chovia bastante em São Paulo no momento.

Muito provavelmente ninguém sobreviveu no avião, pelo perfil do acidente. Certamente houveram vítimas em solo, pois havia bastante gente trabalhando na loja da Tam Express e no posto Shell ao lado da loja, onde o avião se chocou, na Av. Washington Luís.

Bastante gente me procurou para saber se eu estava vivo. Sim, estou! Ultimamente eu tenho feito exatamente esse trecho, nesse mesmo avião e nessa mesma companhia pelo menos duas vezes por mês. Há 13 dias, eu estava aí no local do acidente. Agradeço aos que se preocuparam comigo ao saberem do acidente.

Eu sempre tive um pouco de receio desse aeroporto. A pista é extremamente curta (1900 metros) para esse tipo de aeronave. Nas duas cabeceiras (17 e 35) há grandes avenidas. Dá calafrio de olhar o quão perto passam essas avenidas. Inacreditável. Há algumas semanas eu comentei aqui neste blog sobre um pouso apertado que o vôo que eu vinha de Brasília fez nesse aeroporto. A pista estava cheia de água. Isso foi exatamente um dia antes do fechamento para a suposta “obra”.

Me sinto profundamente triste por todas as pessoas que perderam suas vidas, assim como pelo sofrimento de seus entes. Poderia ter sido eu, você, qualquer pessoa naquela aeronave. E me sinto muito indignado por saber que tudo isso está acontecendo, assim como o acidente com a aeronave da Gol, por pura, pura negligência das autoridades.

Ideologicamente, eu sou contra privatizações. Mas diante desta barbárie que está o Estado Brasileiro, é melhor passar o controle das coisas pra iniciativa privada. Custa mais caro, mas pelo menos funciona.